News

SIM 2018 teve foco em resistência, diversidade, transformação e futuro





Os tempos são incertos para quem atua com cultura no Brasil. Mas uma coisa ficou clara durante a sexta edição da Semana Internacional de Música de São Paulo: no que depender dos agentes e artistas que trabalham com música no país (e no mundo!) vai haver resistência e muita produção ao longo dos próximos anos.

A SIM São Paulo 2018 mostrou um mercado cada vez mais ciente de sua importância econômica e social para o desenvolvimento do país e reuniu 3.000 credenciados de todo o Brasil e de 25 países entre os dias 5 e 9 de dezembro para discutir novos caminhos, expor novas tendências da música, se conectar e gerar novas parcerias e negócios. Tendo como base o Centro Cultural São Paulo, onde aconteceram as atividades de Conferência, Networking & Business e os Showcases Diurnos, o evento também espalhou apresentações artísticas por outros 45 espaços da capital paulista, além de exibição de filmes e mostras de artes visuais em galerias da cidade, movimentando cerca de 35 mil pessoas em 5 dias.

Posicionada como o maior encontro da música na América Latina, a SIM aponta os novos rumos do mercado e incentiva o questionamento e a articulação sobre novos rumos para a cultura. Mais de 350 palestrantes trocaram experiências nos 90 painéis, palestras, debates, workshops, keynotes, Q&As, speed-meetings, meet-ups, além de reuniões abertas e fechadas. Quem esteve presente comprovou que a união do mercado brasileiro é cada vez mais clara e a conexão com o mercado internacional, cada vez mais necessária.

Entre os destaques da programação estão os primeiros estudos divulgados pelo DATA SIM, instituto de pesquisa da SIM SÃO PAULO que tem o intuito de valorar, decifrar e expor os importantes números gerados pelo mercado musical no Brasil. Um esforço que envolve trocas com profissionais da Alemanha (Clubcommision) e Reino Unido (Sound Diplomacy), e que promete lançar luz sobre as imensas possibilidades econômicas oferecidas pela indústria da música - e ainda não são aproveitadas a contento no Brasil.
 
Outro destaque foi a parceria com a GPTW, Great Place To Work, que coordenou uma sala promovendo mais de 10 painéis sob o tema SIM FOR ALL. Na programação, discussões sobre ambientes de trabalho igualitários “para todos”, boas práticas de gestão, empreendedorismo e inovação. A Expomusic também mostrou o desejo de se aproximar de outros setores do mercado da música realizando o Expomusic Day na SIM 2018 e anunciando seu novo formato para 2019.

Do apresentador Serginho Groisman, que repassou sua trajetória numa entrevista comandada pelo titã Paulo Miklos, até a artista palestina Rasha Nahas, que se assumiu impressionada e inspirada pelo que viu na SIM; de Steve Shelley, baterista do Sonic Youth, que fez duas concorridas sessões comentadas de filmes sobre sua banda, ao painel sobre Blockchain, que debateu a “tecnologia que vai mudar o mundo” com profissionais do Brasil, do Reino Unido e dos Estados Unidos; do sensacional Tom Zé, que fez uma aula musicada inesquecível, a Vanessa Reed, que apresentou o Keychange e reforçou a importância de uma rede internacional de mulheres para mudar o mercado da música; do Espaço Oi LabSonica, um animado palco no jardim suspenso do CCSP onde artistas da Argentina, Austrália, Canadá, Portugal, Reino Unido e Itália, além de cearenses e amazonenses mostraram seus trabalhos e fizeram contatos (e churrasco); ao secretário de cultura da cidade de São Paulo, André Sturm, que, entrevistado pela jornalista Lorena Calabria, endossando o coro contra o fim do Ministério da Cultura... a SIM teve de tudo para todos.

Foram mais de mais de 200 profissionais trabalhando diretamente na realização da SIM São Paulo e outras centenas de trabalhos indiretos gerados pelo evento.

Selos, festivais, agências, plataformas de entretenimento e empresas do mercado ficaram responsáveis pela extensa programação de mais de 400 shows noturnos espalhados pela capital paulista. Foi o momento em que a audiência pode conhecer novas bandas e propostas musicais inovadoras do cenário brasileiro e mundial.

Também aconteceu a segunda edição do PRÊMIO SIM. A cerimônia ecoou o sentimento de resistência presente no meio e valorizou artistas e projetos que se posicionam e transformam realidades por meio da música, como Luedji Luna e Edgar, empatados na categoria Novo Talento; o quilombo urbano Aparelha Luzia, escolhido o Projeto do Ano; e o Keychange, ação que busca paridade de gênero nos festivais e feiras, eleito na categoria Inovação. O produtor musical Carlos Eduardo Miranda foi o homenageado deste ano por sua Contribuição à Música. Um minidocumentário celebrando sua trajetória emocionou a todos durante a cerimônia e está disponível no canal de YouTube da SIM (assista aqui).

A sétima edição da SIM São Paulo está confirmada para 4 a 8 de dezembro de 2019 e a organização já está mirando no muito que há para ser feito, prospectado e fortalecido. Até lá: ninguém solta a mão de ninguém!

  • contato
PRODUÇÃO / PRODUCTION
INFO@SIMSAOPAULO.COM
ASSESSORIA DE IMPRENSA/PR
PRESS@SIMSAOPAULO.COM