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O mercado brasileiro visto pelos nossos parceiros do CAB





por Robert Singerman (CAB)

Existem várias maneiras de aumentar a sua presença no mercado brasileiro. Se você já é um pop star é mais fácil: seu agente pode entrar em contato ou com um promotor, ou com as pessoas certas dos festivais no país ou mesmo com os principais agentes de booking do Brasil e conseguir marcar shows nos principais lugares de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Porto Alegre, com a possibilidade de outras datas em outras grandes cidades brasileiras.

Existem outras situações: se seu artista estiver bem ranqueado nos serviços globais (YouTube, Spotify, Deezer, etc…), apareceu em alguma campanha de publicidade brasileira ou global, está tocando em algumas das principais rádios do país, ou tem um número significativo de fãs nas redes sociais brasileiras, então, com algum esforço e pesquisa, é possível encontrar um produtor brasileiro disposto a representar o grupo e agendar uma tour, ou pelo menos uma ou mais datas em festivais.

Nestes casos sempre pode existir uma gravadora major, ou pelo menos um distribuidor com alguma influência no mercado brasileiro para ajuda-lo. Outra maneira de aumentar as possibilidades de sucesso é planejar uma colaboração artística com um artista brasileiro bem conhecido, como, por exemplo, Emicida, desde que seja a música certa e que haja conexão.

A gravadora Som Livre é uma opção para artistas que procuram um acordo de distribuição no mercado brasileiro, tanto para buscar tornar sua música conhecida quanto para o mercado de sincronização, já que a Som Livre pertence ao Grupo Globo, o maior conglomerado de mídia e comunicação do Brasil e da América Latina, que seleciona músicas tanto para telenovelas quanto para outros programas da emissora, o que pode lançar a carreira de um artista internacional no Brasil.

Existem algumas empresas brasileiras que licenciam material internacional e é essencial encontrar um parceiro, ou ainda melhor, uma equipe, para que se obtenha qualquer sucesso no país. Muitas vezes, o editor local também pode auxiliar nos contatos, possíveis sincronizações, turnê e promoção em rádios. A divulgação também é muito importante e existem empresas, como a Inker, que representam com sucesso muitos artistas internacionais no Brasil. Um blog de música (em inglês) que pode ser muito útil é o Brasil Calling (que também mantém uma página no Facebook).

Se a música é cantada em uma língua diferente do português, é recomendável disponibilizar traduções, pois muitas vezes as TVs no Brasil adicionam suas próprias traduções – o que pode causar algum equívoco na letra – visando satisfazer a demanda do público brasileiro, que geralmente não está familiarizado com outras línguas.

No quesito dos shows, existem vários circuitos no país: há o circuito dos festivais, o circuito SESC (para apresentações mais intimistas e cults) e um circuito de clubes, estes menos desenvolvidos. Há também as Music Conventions, que são uma opção para se apresentar para contratantes brasileiros, e o Queremos, uma plataforma que agora é internacional (We Demand) e que auxilia fãs a financiarem a turnê de alguns artistas. Existem diferentes estilos de música com público cativo no Brasil: Metal, EDM, Jazz, Mundo, Indie e Blues movimentam jornalistas, DJs, disc-jóqueis, casas, promotores, agentes, festivais e publicitários.

Não é fácil adentrar em um mercado internacional, mas no caso do mercado brasileiro, um guia útil também pode ser encontrado no site da CIMA (Canadian Independent Music Association) e também no site do CAB (Chile, Argentina, Brazil Music Trade Mission Tour), que busca conectar profissionais de música de todo o mundo em tours planejados pelas principais conferências de música do continente sul-americano.

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Ouça a playlist “So, What’s Next” no Spotify!

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