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Saiba como foi o primeiro dia da SIM 2017





Primeiro dia de SIM São Paulo é sempre um dia particular, com os últimos detalhes da music convention sendo acertados, a fila para o credenciamento bastante animada e participantes ansiosos em realizar os primeiros contatos de negócios na feira – e que serão aprofundados nos dias seguintes da SIM. E este primeiro dia da SIM 2017 não foi diferente, com alguns painéis bastante disputados pelos credenciados (com o tema ‘empreendedorismo’ se destacando), meet-ups e speed meetings concorridos e muitos showcases elogiados.

Logo na abertura do dia, Marcos Cuzziol, do Itaú Cultural, deu uma aula sobre cultura digital aprofundando o olhar sobre características, formatos e tendências. No mesmo momento, um workshop prático de fotografia reunia grandes fotógrafos e alunos, que irão trabalhar juntos durante toda a SIM São Paulo. “Sou filho de professor e adoro dar aulas”, comemorou Marcos Hermes, que está prestes a lançar o livro “Brasilerô”, que resume seu olhar de fotógrafo sobre a música brasileira.

Enquanto isso, na sala Jardel Filho, do CCSP, o jornalista Jotabê Medeiros entrevistava Danilo Santos de Miranda, Diretor Regional do SESC no Estado de São Paulo desde 1984. Entre diversos assuntos, tendo a Cultura como norte, Danilo falou sobre a missão do SESC, Judith Butler, a nova unidade da Rua 24 de Maio e defendeu o intercambio cultural: “É importante valorizar a cultura local, sim, é de suma importância, mas é importante ouvir o que os outros estão fazendo e também mostrar o que estamos fazendo. Essa troca é essencial”.

“[Vir à SIM São Paulo] é como ir à universidade”, observou Gary Taylor, da Canadian Music Week, na mesa sobre conferências ao redor do mundo. “Os palestrantes não são professores, mas pessoas que trabalham na área têm muito conhecimento. É importante vir para nos educar”, comentou. “O legado de uma conferência para a cena é muito rico. Deixa capacitação, contatos, negócios”, completou Melina Hickson, da convenção Porto Musical.

No painel “O modelo norueguês de apoio institucional e empreendedorismo para a música”, o compositor Sondre Lerche contou suas experiências em turnês pelo Brasil: “O artista precisa se adaptar. Esse é, para mim, um mantra de toda a indústria musical. Toquei no Popload Festival, um ambiente super profissional, e foi incrível. No dia seguinte, toquei num lugar super pequeno em Recife, sem tanta estrutura, e foi tão incrível quanto”, pontuou. “Então, é preciso saber improvisar, se adaptar ao local em que você está. Se você gosta de improvisar, você pode tocar em qualquer lugar do Brasil”.

Num dos painéis mais procurados do primeiro dia da SIM, “Música Ilimitada: Artistas empreendedores à frente de novos negócios”, representantes dos selos Rosa Flamingo, Brisa e Rockin’ Hood contavam suas experiências de se dividir na função “artista / empreendedor”. Tiê relembrou o caso de Telma Flores, a secretaria que ela “inventou” no começo de carreira para negociar shows, já que ela não tinha equipe e muitos contratantes tinham dificuldade em negociar com a própria artista: “Eu fazia uma voz grossa no telefone”, brincou.

Ser artista e empreendedor não é fácil, resumiu a mesa. Segundo Tomas Bertoni (Scalene) e Diego Marx, “atrapalha, mas é cada vez mais necessário”. Tiê já consegue lidar melhor com a dupla função, mas admite que “às vezes estressa”, enquanto Mariana Aydar diz que está aprendendo a combinar a dupla função. “Com a [produtora] Brisa, tenho prazo para entregar composições. Isso influenciou o meu processo. Fiquei mais rápida”, justificou. Para Diego Marx (Rockin’ Hood), não é necessário que todo artista seja empreendedor, mas é cada vez mais importante que cada artista saiba o que “é ser empreendedor”, pois isso só irá ajudar na maneira do artista gerenciar sua carreira.

Em outra sala do CCSP, representantes de blocos de Carnaval de Rua discutiam o momento da folia no país. “O Carnaval de Rua não é feito pela prefeitura (de São Paulo), o Carnaval de Rua é feito por nós”, disse Alexandre Youssef (do bloco Acadêmicos do Baixo Augusta). “A partir do momento que percebemos isso, nosso diálogo com a prefeitura mudou”, conta. O prefeito de São Paulo ansiava concentrar todos os blocos da cidade na Avenida 23 de Maio em 2018, mas os blocos se negaram. “Somos nós que decidimos sobre o Carnaval de Rua”, completou Youssef, “não é a prefeitura”. A alternativa da prefeitura foi reconsiderar.

Em conversa com Guilherme Guedes, a empresária Monique Gardenberg falou sobre a sua experiência com a Dueto Produções, empresa responsável por grandes festivais no Brasil, como o Free Jazz Festival e o Tim Festival. “Quando criamos o Free Jazz, o Brasil estava no auge do rock, mas achamos que havia espaço para algo mais calmo e saímos contratando artistas sem ter dinheiro algum. Fomos atrás da Souza Cruz e o diretor era músico. O melhor dos mundos é quando você encontra na empresa [que pode ser patrocinadora] alguém apaixonado pela arte que você está promovendo”, comentou Monique.

A mesa “Dos dois lados do Atlântico: A conexão lusófona” reuniu representantes de Portugal e Angola com o intuito de aumentar a aproximação desses e outros países lusófonos com o Brasil. E grande novidade do painel foi o anúncio do Festival Fixe, um festival lusófono que deverá “ser realizado em 2018 no Brasil visando estreitar laços”, contou Anabela Cunha (Connecting Dots). “O foco do Festival Fixe será música, mas tentaremos trazer outras áreas da cultura, como gastronomia, cinema, literatura e teatro”, explicou. “É um festival que começará pequeno, a principio no Brasil, aproveitando as pontes que estão sendo feitas com a SIM São Paulo, e depois estender a outros países lusófonos como Portugal, Mocambique, Angola e Macau, entre outros”, completou.

Festivais foram tema do bate papo de Luis Justo e Zé Ricardo sobre o Rock in Rio e de Fabricio Nobre e Daiane Dias sobre os 20 anos do Bananana. “Faltando 150 dias para o festival, vendemos os 200 ingressos disponíveis sem informar o lugar e nem quem vai estar no line-up. É isso que mantém a gente”, contou Nobre, que aproveitou a SIM para divulgar os primeiros 20 nomes do Festival Bananada 2018: Gilberto Gil Refavela 40, Kl Jay, Rincon Sapiência, Carne Doce, Francisco, el Hombre, Giovani Cidreira, The Ganjas (CHI), Bruna Mendez, Ava Rocha, Holger, Jorge Cabeleira, Molho Negro, Vamoz!, Violins, Gorduratrans, In Corps Sancts (ARG), Marcelo Callado, Sarah Abadla, Kalouv e Laura Lavieri.

SHOWCASES
20 minutos para se apresentar perante fãs e o mercado da música brasileiro e mundial (há representes de mais de 20 estados brasileiros e 15 países do mundo na SIM São Paulo 2017)! Os showcases são uma atração aguardada com ansiedade por público, credenciados e artistas da SIM. E neste ano não foi diferente. O público dançou muito nos pocket shows de Felipe Cordeiro e Orquestra Greiosa, ovacionou Linn da Quebrada e se encantou com Anna Muller e Bruna Mendez. A psicodelia do My Magical Glowing Lens conquistou fãs enquanto Biltre divertiu o público e os portugueses do The Gift, mesmo com problemas no som, fez um show digno.

O Jardim Suspenso do Centro Cultural São Paulo recebeu diversas atividades no primeiro dia da SIM, de uma Feira Gastronômica passando por um concorrido Spotify Talks com artistas da Bahia até um coquetel oferecido pelos canadenses ao som de pocket shows de Troy, We are Wolves e Vox Sambou, que fizeram todos os presentes dançarem. A Semana Internacional de Música de São Paulo segue com uma programação repleta de atividades até o domingo, 10 de dezembro. Confira a programação completa aqui. A SIM São Paulo é uma realização da Inker Agência e este ano conta com o patrocínio da AOC.

Ouça a playlist The Best of SIM São Paulo no Spotify!

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