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Saiba como foi o terceiro dia da SIM 2017





Em um belíssimo sábado (9) de sol, que valorizou as atividades no Jardim Suspenso do Centro Cultural São Paulo (principalmente para quem queria assistir a um painel ou um show e também pegar um bronzeado), o terceiro dia da SIM São Paulo 2017 viu (novamente) painéis concorridos, a estreia de dois documentários no Brasil, presença de artistas internacionais em uma palestra e o encerramento com chave de ouro na primeira edição do Prêmio SIM, que reconheceu a importância de Pena Schmidt para a música brasileira.

Logo na abertura do dia, o painel “A importância dos prêmios de música” recebeu representantes da APCA (que, inclusive, trouxe o troféu concedido aos premiados), do Prêmio Bravo, restaurado em 2017 (“Temos uma academia com 30 profissionais que indicam 10 nomes em cada uma das 13 categorias”, contou Helena Bagnoli), do WME by Vevo (que reconhece a atuação das mulheres na música), do Prêmio Caymmi, do Prêmio Profissionais da Música e do Prêmio Gabriel Thomaz (“O prêmio mais humilde desta mesa… e provavelmente o mais divertido”, contou Gabriel).

Na sala ao lado era discutida “A Função da Música no Audiovisual na opinião de realizadores”. Para o mediador Luiz Buff, “a conexão entre a música brasileira e o cinema é fundamental. É uma via de mão dupla. Hoje no mercado global a sincronização representa 2% do mercado. Era zero. Houve uma valorização do licenciamento”. Já Walkiria Barbosa atacou a pirataria: “O mundo mudou. A inserção de conteúdo na internet existe, mas a pirataria é pegar conteúdo comercializado, distribuir sem autorização, ganhar dinheiro com isso e não pagar imposto. Isso é infração de direito autoral”, observou.

Com a participação dos músicos do Skatalaties, a mesa “Dichavando o Ska” reuniu uma boa plateia na maior sala do Centro Cultural São Paulo. Enquanto isso, duas mesas discutiam a aproximação dos mercados de música e games: “Música e Games: Um encontro de dois gigantes das indústrias criativas”, com Alexandre Matias, Pablo Miyazawa e Bruno Capelas relembrando jogos icônicos e suas grandes trilhas, e “Games e música: por que essa relação é importante?”, Bárbara Gutierrez de Andrade, Gustavo “Saci” Rossi e Lucas Generoso no Jardim Suspenso.

O painel que atraiu o público no último dia da SIM 2017 foi o que reuniu representantes de novos festivais, que contaram das dificuldades e prazeres de se realizar um evento desses no Brasil. Na sala ao lado, uma aula sobre “Vinil: da master à vitrola” discutindo os processos de feitura do bolachão. Logo depois, a britânica Ruth Daniel apresentou o projeto In The Place of War, um sistema de apoio para organizações comunitárias artísticas, criativas e culturais em locais de conflito, revolução e áreas que sofrem as consequências do conflito.

O painel “Como negociar com marcas” trouxe Fátima Pissara, da Vevo Brasil/Mynd, que deu dicas importantes: “Quando você vai negociar com uma marca é preciso pensar o quanto isso agrega ao cliente e o quanto agrega à marca”, disse. “É muito difícil colocar uma marca de absorvente em um clipe, por exemplo. Você precisa avaliar o quanto aquilo está dentro do que você quer para a construção da imagem do seu artista e também se é algo muito importante para viabilizar algum projeto. E aí, também reavaliar a precificação. Se tiver de mudar o roteiro do projeto, por exemplo, tem que cobrar muito mais caro”.

“Cada vez mais fica evidente que os artistas são criadores com plataformas de conteúdo”, explicou. “Então, ao invés de uma marca apenas pegar emprestada a imagem dele para explorar nos canais da marca, o intercâmbio é mais recomendável. É preciso que as marcas criem com os artistas. A gente sempre tenta levar o artista na reunião com a marca. Ele tem um conhecimento do próprio público e de um universo que vai além de São Paulo e agrega muito. Fora isso, muitas marcas e agências ficam apegadas a algumas ideias específicas que não tem muito a ver com o universo do artista. Eu falar não tem o peso do próprio artista falando. Quando o artista fala, as marcas tendem a escutar tudo”, revelou.

SHOWCASES e PRÊMIO SIM
Como nos dias anteriores, as apresentações começaram às 15h e seguiram-se até 20h40. O primeiro a pisar no palco da Sala Adoniran Barbosa foi o baiano Giovani Cidreira, que encantou tanto os presentes que foi premiado logo depois. Mulamba e Criolina também aproveitaram muito bem o espaço e o tempo enquanto Tiê arrebatou um grande público numa noite que ainda teve Aila, Tamboorbeat (Argentina), Vox Sambou (Canadá/Haiti) e Samuca e a Selva. No Jardim Suspenso, Luiza Lian fazia uma apresentação concorrida lançando seu crowdfunding um pouco antes do grande momento do dia.

Realizado pela primeira vez, o Prêmio SIM foi um sucesso. A premiação foi conduzida pela jornalista Roberta Martinelli com integrantes do Conselho da SIM revelando os vencedores em quatro categorias: Projeto do Ano (o programa Conexão Cultura DF), Inovação (o vlog “Tem Um Gato na Minha Vitrola”, do jornalista Pedro Antunes), Novo Talento (Giovani Cidreira e Larissa Luz, empatados) e Contribuição à Música, que homenageou a carreira do renomado produtor cultural Pena Schmidt, com todo o público de pé o aplaudindo, um fecho de ouro para a quinta (e melhor) edição da SIM São Paulo.

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