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CONSELHO CONSULTIVO DA SIM SÃO PAULO LANÇA CARTA ABERTA AO MINC





A Música é uma indústria mundial potente e, principalmente, é um reconhecido fator de desenvolvimento humano. Todos os países desenvolvidos chegaram lá a partir de processos que articularam metas econômicas a processos de apoio à sua Cultura.

Lastimamos o fim do Ministério da Cultura e sua substituição por uma Secretaria na pasta da Cidadania. Isto não garante integração com a área social, nem faz justiça à economia da Cultura. Tantas e diversas atribuições do novo ministério impedem que se dediquem os esforços necessários ao desenvolvimento de políticas culturais. Da mesma forma, identificar a Cultura apenas à ampliação da cidadania implica em reduzir sua significação no mundo contemporâneo e ignora sua contribuição à economia do conhecimento e à inovação, que são chaves para o progresso.

Os dados oficiais mostram que os profissionais do setor cultural apresentam rendimentos mais elevados que a média nacional, e isso tem relação direta com o alto nível de qualificação e especificidade do trabalho criativo. A Cultura qualifica a mão de obra do país e nos ajuda a posicioná-lo positivamente no comércio internacional de bens e serviços. Mas para isso é necessário agir com a Cultura assim como o Estado age com as demais áreas da economia, regulando suas relações de mercado e otimizando seu crescimento, tarefa ingrata quando a Cultura é tratada como adversária a ser disciplinada.

A Música pretende contribuir para esse debate, queremos ajudar o país a se desenvolver economicamente de maneira articulada ao desenvolvimento educacional, cultural e principalmente ao desenvolvimento humano dos brasileiros. Mas a área cultural não pode fazer isso sem que ao menos sejam reconhecidas suas potencialidades, ou sem que haja uma gestão autônoma e estratégica em nível federal que seja capaz de formular suas próprias metas.

Neste momento, não se pode subordinar a Cultura a uma concepção assistencialista, ultrapassada e limitadora das potencialidades artísticas de uma das nações mais criativas do mundo - e a nossa Música é o grande exemplo dessas potencialidades. Não se pode abrir mão de políticas específicas e qualificadas que impulsionam a participação brasileira na economia criativa e digital.

Este é um apelo em prol de uma causa permanente, urgente e de todo o país. A Cultura não é de alguns, ela perpassa a todos para além das nossas diversidades. Nós, profissionais responsáveis pela Semana Internacional de Música de São Paulo bem como todos os seus participantes, em consonância com milhões de outros trabalhadores da Música e da Cultura espalhados pelo país, reivindicamos com veemência que a área cultural tenha metas próprias, com políticas atualizadas e continuamente desenvolvidas.

Além disso, reivindicamos como imprescindível que a Música conte com gestão qualificada e com histórico de atuação na área, à altura do seu próprio mercado de trabalho altamente qualificado e desenvolvido, para que a Cultura seja digna de sua missão civilizatória no país.

SIM São Paulo, dezembro de 2018

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La música es una industria mundial potente y, principalmente, es un reconocido factor de desarrollo humano. Todos los países desarrollados llegaron allí a partir de procesos que articulan metas económicas a procesos de apoyo a su Cultura. 

Nos apena el fin del Ministerio de Cultura y su sustitución por una Secretaría en la cartera de Ciudadanía. Esto no garantiza la integración con el área social, ni hace justicia a la economía de la Cultura. La cantidad y diversidad de atribuciones del nuevo ministerio impiden que se dediquen los esfuerzos necesarios al desarrollo de políticas culturales. De la misma manera, identificar la Cultura solamente como una extensión de la ciudadania implica una reducción de su significado en el mundo contemporáneo e ignora su contribución a la economía del conocimiento y de la innovación, que es la llave para el progreso.

Los datos oficiales muestran que los profesionales del sector cultural presentan rendimientos más elevados que la media nacional, y ello tiene una relación directa con el alto nivel de cualificación y especialización del trabajo creativo. La Cultura cualifica la mano de obra del país y nos ayuda a posicionarlo positivamente en el mercado internacional de bienes y servicios. Pero, para ello, es necesario actuar con la Cultura de la misma manera que como el Estado actúa con las demás áreas de economía, regulando sus relaciones de mercado y optimizando su crecimiento, tarea ingrata cuando a Cultura se refiere y tratada como un adversario a ser disciplinado.

La Música pretende contribuir con este debate, queremos ayudar al país a crecer económicamente de manera articulada en el desarrollo educacional, cultural y, principalmente, en el desarrollo humano de los brasileños. Pero un área cultural no puede hacer ello sin que al menos sean reconocidas sus potencialidades, o sin que haya una gestión autónoma y estratégica a nivel federal que sea capaz de formular sus propias metas.

En este momento, no se puede subordinar la Cultura a un concepto asistencialista, obsoleto y limitador de las potencialidades artísticas de una de las naciones más creativas del mundo - y nuestra Música es un gran ejemplo de esas potencialidades. No se puede dar carta blanca de las políticas específicas y cualificadas que impulsan la participación brasileña en la economía creativa y digital.

Esta es una llamada en pro de una causa permanente, urgente y de todo el país. La Cultura no es de algunos, la misma sobrepasa a todos más allá de nuestras diversidades. Nosotros, profesionales responsables de la Semana Internacional de la Música de São Paulo, así como todos sus participantes, en consonancia con millones de otros trabajadores de la Música y la Cultura repartidos por todo el país, reivindicamos con vehemencia que el área de cultura tenga metas propias, con políticas actualizadas y desarrolladas continuamente. 

Además de ello, reivindicamos como imprescindible que la música cuente con una gestión cualificada y con un historial de actuación en el área, a la altura de su propio mercado de trabajo altamente cualificado y desarrollado, para que la Cultura sea digna de su misión civilizadora del país.

SIM São Paulo, diciembre de 2018

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