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Terceiro dia da SIM 2018 teve Serginho Groisman, Blockchain e pitch para startups





Encerrando a programação de conferências da SIM São Paulo 2018, o terceiro dia no CCSP reuniu temas como Blockchain, inclusão, circulação e tecnologia, entre outros. O sol novamente marcou presença, e o Jardim Suspenso, que abrigava o Espaço Oi Labsonica, recebeu um ótimo público que pode acompanhar os shows da Argentina e da Amazônia, além de um bate-papo entre envolvidas na Coletânea SÊLA, que pretende reunir um panorama atualizado da produção musical feita por mulheres no Brasil num único álbum digital. 

O primeiro painel do dia, bastante concorrido, trouxe uma equipe da Rede Globo para explicar como funciona a inserção de música tanto nas novelas quanto em outros programas da emissora. Mantendo a TV Globo em pauta, Serginho Groisman (que está a 18 anos no ar com o Altas Horas) foi entrevistado por Paulo Miklos, e contou curiosidades de sua carreira, desde a infância, período em que apurou seu gosto musical com óperas e música clássica oferecidos pelos pais, ao período do Colégio Equipe, em que se aproximou da produção musical (e da militância política) até sua passagem pelos programas TV Mix, Matéria Prima, Programa Livre e Altas Horas. 

Enquanto isso, um timaço de analistas era apresentado a 11 jovens empresas selecionadas para apresentar suas ideias de negócios no pitch para startups de música e tecnologia. O saldo final foi extremamente positivo e, ano a ano, tanto as apresentações ficam melhores quanto as ideias surgem melhor acabadas. “É maravilhoso participar de um evento no Brasil dessa magnitude e poder falar de inovação em um mercado que está expandido muito”, comentou Bruno Justi, a Bee My Ears, eleita pela banca examinadora como o melhor projeto da sessão: “Foi muito bom ouvir que estamos no caminho certo. É legal ter uma comprovação de profissionais que já estão trabalhando no mercado”, completou. 

Para muitos, o futuro da música, o Blockchain foi tema de uma mesa unindo Lee Parsons (Ditto Music/UK), Tatiana Revoredo (Universidade de Oxford/UK) e Jeff Ward (Ditto Music/USA) com mediação de Juliano Polimeno (Playax/SP). Lee adiantou que o Ditto Blockchain será lançado em 2019, e numa fala bastante divertida reforçou: “A indústria da música está perdendo dinheiro. Como resolver isso? Com o Blockchain”, garantiu, reiterando que a ferramenta não será útil apenas para artistas, mas para a própria indústria, “que terá uma maneira prática de receber seus ganhos”. 

Após focar nos negócios no primeiro dia da SIM (Better for Business) e nas pessoas no segundo dia (Better for People), o terceiro dia da sala curada pela Great Place To Work, autoridade global no mundo do trabalho e especialista em transformar organizações em excelentes ambientes profissionais, teve como foco o mundo (Better for the World) em ações que buscam transformar o planeta em um local melhor. No painel de abertura, “Música 100% Inclusiva”, a jornalista Millena Machado falou sobre sua experiência com o workshop "Empatia do Silêncio" enquanto a artista Luiza Caspary mostrou seu site 100% inclusivo, o primeiro do Brasil. 

O painel seguinte da GPTW trouxe pessoas que trabalham por um mundo melhor. Wellington Mendes contou sua experiência com o Instituto Identidades do Brasil (ID_BR): “Nós atuamos diretamente no mercado de trabalho tentando diminuir números de desigualdade racial”. A modelo plus-size Amanda Souza falou sobre bullying e gordofobia: “Todos os eufemismos para a palavra gorda – fofinho, fortinho, grande, a lista é gigante – mascaram a questão da gordofobia, que é muito séria no Brasil”, observou. Marcelo Vitoriano contou sobre a Specialisterne, empresa que trabalha com formação e inclusão de pessoas com autismo no mercado de trabalho: “Temos um centro de formação e fazemos parcerias com empresas que abrem oportunidade para criarmos um projeto piloto”, explicou.  Eliezer Silveira Filho, da GAMES, concluiu: “Eu não sei se a gente vai conseguir vencer a homofobia, o racismo e a gordofobia, ou se sempre vamos trabalhar com paliativos para superar isso, resinificar isso, para que, numa primeira oportunidade, numa urna, isso caia por terra. Talvez, porém, a tecnologia nos ajude a mudar isso”. 

Enquanto o papo rolava na Sala Lima Barreto, as mulheres tomavam conta do Espaço Oi Labsonica, primeiro com o Sêla, depois com as Fèmina, Sol Alac e Sofia Viola. O trabalho que a Oi vem fazendo na música também foi tema de um painel: “A Oi está plantando sementinhas pras árvores crescerem sozinhas. O patrocínio é um start, mas não deixem de fazer as coisas. Tentem fazer coisas inovadoras”, completou Larissa Conforto. “Cada vez mais a gente tem menos [incentivos públicos pra cultura], só que teremos que ser criativos”, provocou Victor D'Almeida (Oi Futuro).

SHOWCASES

O sábado começou com o lirismo de Vitor Araujo, seguiu com o som dançante do Ozu e a festa dos Skrotes, que arrebatou um bom público, que se divertiu bastante com o exotismo de Getulio Abelha. Para quem era de dançar, Afrocidade e Félix Robatto chegaram e conquistaram. Com público fiel, Drik Barbosa e Luisa e os Alquimistas tiveram suas canções cantadas em coro pela plateia. Para fechar, a batida eletrônica do Teto Preto já era um bom aquecimento para as dezenas de festas que se seguiriam noite afora. 

PREMIO SIM

Desde o ano passado, um dos momentos mais emocionantes da conferência, o Prêmio SIM ecoou a palavra “resistência” que permeou grande parte da SIM em 2018. Em sua segunda edição, a votação feita entre conferencistas, valorizou artistas e projetos que se posicionam e transformam realidades pela música, com destaque para Carlos Eduardo Miranda por sua imensa contribuição à música. O tom político que marcou toda a conferência foi reiterado durante a premiação na qual Luedji Luna e Edgar empataram como favoritos na categoria Novo Talento. A resistência negra foi premiada em Projeto do Ano com Aparelha Luzia. E na categoria Inovação, o Keychange foi o escolhido, mostrando a importância da discussão sobre paridade de gênero na indústria da música. Tudo sobre a premiação você confere aqui

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Saiba como foi o primeiro dia da SIM São Paulo 2018

Saiba como foi o segundo dia da SIM São Paulo 2018


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