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Alê Briganti: “Música é o que me move e é o meu único credo”





Por Rafaela Piccin

#BehindTheSIM é uma série que conta a história dos profissionais envolvidos na Semana Internacional de Música de São Paulo. No segundo capítulo, contamos quem é a coordenadora de produção geral do evento, Alê Briganti. 

Produzir não é tarefa simples: é necessária muita organização, boa administração de recursos, sabedoria nas negociações e ser mestre na resolução de problemas, entre outras qualidades, para que o evento seja um sucesso e o público tenha a melhor experiência possível. No caso da SIM São Paulo, que reúne cerca de três mil profissionais da música em três dias inteiros no Centro Cultural São Paulo, as responsabilidades se multiplicam. 

“A SIM São Paulo reúne as pessoas mais influentes e interessantes do mercado de música mundial no mesmo espaço durante os três dias de feira. Nossa missão é fazer com que todos aproveitem ao máximo participando das palestras, talks, meetings, assistindo aos filmes e aos showcases com conforto e tranquilidade”, conta Alê Briganti, responsável pela Coordenação de Produção Geral do evento.

Sua relação com a feira começou a partir da convivência com Fabiana Batistela, diretora geral da SIM São Paulo, desde os tempos em que Alê trabalhava no Departamento de Relações Artísticas da MTV Brasil, onde atuou entre 1995 e 2010. “Sempre quis estar mais presente ativamente na SIM e tive a oportunidade de ser chamada para fazer parte da equipe de produção em 2017. Em 2018, assumi a coordenação geral de produção da feira, o que foi um trabalho muito gratificante e desafiador”, lembra. 

Alê começou sua carreira na música em 1993, como diretora artística da gravadora Roadrunner Records, que lançou artistas como Slipknot, Metallica, Dream Theater e Korn, entre tantos outros. Após o período na MTV, onde dirigiu programas de TV, seguiu em carreira autônoma como produtora executiva e P.R. de eventos, produtora artística de programas de tv e responsável pelo desenvolvimento de carreira internacional do Criolo.

Ela reconhece que o mercado do entretenimento tenha melhorado na última década, especialmente quando se fala em circuito de shows - seja ele mainstream ou independente. Mas, o maior desafio é ainda é o pouco respeito profissional com músicos e outros profissionais do showbiz: “Sinto que ainda somos vistos como subcategoria por parte da sociedade, que não considera arte profissão. Sou privilegiada por trabalhar com o que mais amo! Construí minha vida ao redor das pessoas que vivem e respiram música”. A paixão de Alê por música se estende ao fazer música. Nos anos 1990 iniciou sua carreira de artista: foi quando entrou para o Pin Ups, pioneiros do nosso guitar rock e, mais tarde, foi vocalista e baixista na Lava, fundamental banda da cena riot nacional. No Pin Ups, atualmente ao lado de Zé Antônio (guitarra), Flavio Cavichioli (bateria) e Adriano Cintra (guitarras), Ale acaba de lançar Long Time No See, sétimo álbum da carreira. A banda também está no documentário “Guitar Days – An Unlikely Story of Brazilian Music”, que conta a história da cena underground brasileira na virada do século e traz depoimentos de Kid Vinil, Carlos Eduardo Miranda, Thurston Moore (Sonic Youth), Mark Gardener (Ride), além do jornalista que cunhou o termo “grunge”, Everett True.

Do palco ao backstage, a trajetória de Alê Briganti é inspiração para tantas mulheres que atuam no mercado musical e para todos que tem fé no poder da música: “É o que me move, meu único credo”.

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