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Luís Viegas fala sobre o futuro de parcerias lusófonas





Por: Rafaela Piccin

 

A SIM São Paulo catalisa encontros: profissionais de diversas áreas do mercado frequentam a feira e expandem seus horizontes e conexões. A série Humans of SIM traz histórias de pessoas que comparecem e aproveitam o melhor da SIM. Este episódio é sobre Luís Viegas, diretor do Ao Sul do Mundo.

A parceria entre países lusófonos tem crescido muito nos últimos anos e a tendência é que os diálogos só aumentem. Se depender da SIM São Paulo e de Luís Viegas, diretor na empresa de produção, booking, management, consultoria e selo Ao Sul do Mundo (PT), isto será uma realidade.

Foi por conta de colegas de atividade que o português tomou conhecimento da SIM e passou a frequentar desde a quarta edição, em 2016. Neste ano, participou do painel “O Mercado de Música na Europa hoje e a Conexão Possível com o Brasil”, ao lado de David McLoughlin (BM&A), Paul Cheetham (Reeperbahn Festival, Alemanha), Ruben Scaramuzzino (Zona de Obras, Espanha), Henrik Friis (Dias Nórdicos, Dinamarca) e Frank Abraham (F-Cat, Alemanha). Luís havia acabado de realizar a primeira tour europeia de Elza Soares e salientou a importância estratégica de Portugal, como porta de entrada para a Europa.

Já na última edição da SIM, em 2018, dois artistas de seu casting participaram dos showcases diurnos no CCSP: a moçambicana Selma Uamusse e o português Conan Osiris. Ele comenta relações frutíferas com o Brasil: “Os meu parceiros da Let’s Gig; a Difusa Fronteira, com quem trabalhamos ativamente e de forma bidirecional; o grupo do Dragão do Mar, em Fortaleza (CE); a René, do Se Rasgum, de Belém (PA); a Lú e Alê do Festival BR-135, em São Luís (MA); o Gutie, do Recbeat, no Recife (PE); o Fióti, da Lab Fantasma. E muitos outros... Toda uma família que se une na SIM! E tem dado para fomentar parcerias e concretizar oportunidades e cruzamentos culturais”.

Com tantas music conventions no mundo, Luís comenta estratégias para escolher quais frequentar. “Depende do estilo de música e de qual o circuito que melhor encaixa no perfil. Do rock e mainstream ao jazz e eletrônica, nos dias de hoje encontra-se uma oferta muito grande de feiras. A questão é escolher, pedir conselhos a quem já tenha frequentado esses mercados e analisar se o investimento parece certo. Certezas quanto aos resultados só depois. Ainda assim, tão importante quanto participar das feiras, é o chamado follow-up, o trabalho pós-music convention”, recomenda.

Justamente por circular bastante e atuar ativamente em turnês internacionais - tanto de seus artistas quanto de bandas estrangeiras a Portugal, Luís possui uma visão ampla sobre o mercado. “O mercado lusófono tem características distintas dos restantes mercados, como o anglo-saxônico, o francófono... Existe um desequilíbrio quanto à balança das transações culturais, onde claramente o Brasil tem o peso maior pela escala, pela quantidade e qualidade da produção cultural. Mas acho que o Brasil ainda conhece pouco da cultura de Cabo-Verde, Angola, Moçambique, Guiné, Timor e Portugal. Há muita música boa a ser criada pela mistura deste grande caldeirão lusófono. Encontro no futuro uma maior ligação a acontecer e um interesse cada vez maior em conhecer o outro e o que o outro faz. Os artistas e os profissionais da cultura estão caminhando para que da mistura e do conhecimento do outro surjam coisas bonitas e únicas”.

 

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