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Letícia Rezende conta o que aprendeu em casas de show de São Paulo





Por Rafaela Piccin

A SIM São Paulo é frequentada por profissionais de diversas áreas do mercado. A série Humans of SIM traz histórias de pessoas que aproveitam o melhor da SIM para expandir os seus horizontes. Este episódio é sobre Letícia Rezende, produtora, diretora de palco e sócia-fundadora do Laboratório 96, de Uberaba (MG).

 

Ao mesmo tempo em que é de extrema importância que as bandas e artistas tenham lugares para circular e apresentar seus trabalhos, não é difícil observar que as capitais concentram a maioria destas espaços. Fugindo à regra, o Laboratório 96 firmou-se como uma das principais casas de cultura em Uberaba, no interior de Minas Gerais, sendo ponto de parada estratégico em turnês nacionais. A sócia-proprietária Letícia Rezende conta suas inspirações, motivações e como sua vinda para São Paulo e a participação na SIM contribuíram para o sucesso do local.

“O que acho melhor nas feiras é reencontrar as pessoas que já passaram pela minha casa de shows e manter esses elos. Gosto de ver os showcases para pensar quais deles funcionariam em Uberaba, acompanhar como está o cenário em São Paulo e as novas casas”, conta a produtora que frequenta a feira desde 2017. “Na última SIM, conheci as meninas da Casa Vulva e a produtora do Abayomi, uma banda que sempre quis trazer para o Laboratório 96 e deu super certo. Logo depois, fizemos o show. Toda SIM aproveito para fazer encontros informais com as casas de shows presentes na feira. Nisso, criamos um grupo para conversar sobre projetos”, comenta.

Para ela, a SIM é o momento de se mostrar presente no mercado, bater papo e atualizar os planos para o próximo ano. “Acredito muito nas relações pessoais, nos encontros, nas conversas. Ver todos juntos por uma causa me estimula bastante para voltar e seguir firme com meu projeto”.

Letícia conheceu a feira no período em que morou em São Paulo e trabalhou na casa independente Puxadinho da Praça. Esta experiência paulistana somou em sua trajetória profissional, que já era frutífera: produzindo shows desde 2007 em um coletivo, realizou seu próprio festival, o Novas Tendências, com sete edições gratuitas em praça pública em Uberaba. Em 2013, veio para São Paulo, onde morou por três anos. “Sempre fui apaixonada pela cena e quando fui para São Paulo meu foco era trabalhar em espaços de música independente, conhecer de perto o dia a dia, os desafios, custos, dinâmicas e fazer contatos”.

Sobre gerir um espaço independente, ela comenta o quanto aprendeu, especialmente sobre reduzir custos e equipe: “Eu sempre quis ter meu próprio espaço, mas a visão que tinha em Uberaba era que não me parecia viável, sempre via as casas de shows da minha cidade abrindo e fechando muito rápido. Nesse sentido, conhecer o Mancha (Casa do Mancha) e ver que ele tinha uma casa que vive exclusivamente de música independente por mais de 10 anos foi uma das coisas que mais me motivou. Como eu fazia parte de todos os processos de gestão da casa pude ver que era possível - principalmente em um espaço pequeno, com custo mais baixo”.

“Ter passado esses três anos em São Paulo foi uma grande escola. Vivenciar a gestão de duas casas me ensinou o que eu deveria fazer na minha e o que eu não deveria. A chance de dar certo era maior porque eu já tinha aprendido com o erros e acertos dos meus chefes. E também, ambas as casas faziam pelo menos três shows por semana, então conheci boa parte da cena. Voltar para Uberaba com essa rede de contatos foi primordial para conseguir receber tantos shows quanto recebemos agora”, diz.

 

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