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Coy Freitas: “Sem música esta jornada seria muito dura”





Por Izabela Delfiol

 

Continuamos com a série #BehindTheSIM, que conta a história dos profissionais envolvidos na Semana Internacional de Música de São Paulo. No décimo terceiro capítulo, entrevistamos Coy Freitas, diretor criativo de diversos projetos e consultor estratégico da SIM São Paulo. 

Parceiro da SIM desde o início, Coy Freitas atua há anos ligando marcas ao mercado da música mas sua trajetória remonta ao fim dos anos 80, tocando como DJ e organizando festas. “Depois, nos meados dos anos 90, montei minha primeira casa noturna (Kashimir) e daí uma sucessão de empreendimentos na noite de São Paulo. No final dos anos 90, comecei a produzir raves e, no início dos anos 2000, passei a trabalhar em projetos de grandes marcas, criando, fazendo curadoria e direção artística. Fiquei alguns anos em agências e empresas de entretenimento (BFerraz, T4F, XYZ) e nelas pude realizar trabalhos muito marcantes, como Sonar 2004/Nokia Trends, Smirnoff Experience, Planeta Terra, VIA Gol, Skol Music, entre outros,” relembra. 

Coy atua na SIM São Paulo ajudando a planejar e buscar parcerias estratégicas. “Em 2013, quando fui um dos criadores e assumi a direção artística do projeto SKOL MUSIC, fiz a ponte entre a marca e a SIM. Desde então, minha relação com [com o evento] foi evoluindo, como membro do Conselho Consultivo até 2019, quando passei a estar mais próximo da Fabiana Batistela, tanto no planejamento estratégico quanto no desenvolvimento de planos comerciais para patrocinadores, e em seguida, assumindo parte da área comercial.”

Para ele, a SIM tem um papel fundamental na profissionalização do mercado de música brasileiro: “liderada pela Fabiana com muita maestria, [a SIM] é um coletivo de pessoas especiais, unidos com o propósito de viabilizar a música num altíssimo padrão. Uma das principais forças do evento é o fato dele ter se tornado o grande ponto de troca e divulgação de conhecimento, networking, showcasing, negócios… a participação cada vez maior de profissionais de outras áreas que de alguma forma têm alguma relação com música, do público que gosta e consome música, dos artistas e dos profissionais diretamente ligados a música que permitem que o mercado se torne cada vez mais organizado, profissionalizado e produtivo”.

Em seus anos de experiência, o consultor viu várias transformações no mercado musical, do vinil ao CD e da crise da mídia física à ascensão do streaming. Como não poderia ser diferente, a relação entre música e marcas também mudou. “Tudo muito cíclico, com grande mudanças e evolução. Na época em que comecei, os projetos das marcas eram quem mantinha o Brasil na rota dos artistas internacionais principalmente das cenas mais alternativas e autorais, o mid-stream,” Coy recorda. E complementa: “De uns anos pra cá, uma enorme mudança, puxada pelo Rock In Rio e Lollapalooza, pela explosão de festivais independentes e festas em todo o país, as marcas deixaram de ser proprietárias e passaram a ser patrocinadoras”.

Ele explica o papel que o avanço das tecnologias representam nesse processo de mudanças do relacionamento entre música e marcas: “Hoje em dia, não se pode mais pensar em evento e depois desdobrar em conteúdo, atualmente, cada projeto deve ser pensado já para todas as plataformas, expandindo o evento e a experiência ao vivo para a plataforma digital e sabendo como transformar sua audiência em canal. Acho que temos uma enorme diversidade de cases de relações entre marca e música, marca e artistas, marcas e coletivos, na produção, divulgação, promoção e criação de experiências. É um mundo de possibilidades que vêm sendo exploradas, renovadas e continuadas. Todos ganham com isso”.

“A música é medicina, tem esta capacidade de trazer a ancestralidade para que possamos fortalecer nosso ser a partir da raiz. Sem música, esta jornada seria muito dura”, comenta sobre outro elo importante, entre música e espiritualidade. "Vivemos uma época difícil, onde valores estão sendo colocados à prova. Neste território, assim como em tudo, a música tem um papel fundamental… ela nos guia, nos cura, nos permite acessar frequências sutis, a abrir nosso coração para a beleza da diversidade, ela inspira a compaixão, a comunhão, a catarse. Ela também tem a capacidade de silenciar, de nos preparar para a meditação, tecnologias milenares que estão à nossa disposição, e com disciplina, rigor e dedicação, a gente pode ter a música como uma poderosa aliada em nossa evolução".

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