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Hernan Halak: “Se uma coisa ficou clara, é o papel da cultura na quarentena”





Por: Izabela Delfiol

 

A SIM São Paulo catalisa encontros: profissionais de diversas áreas do mercado frequentam a feira e expandem seus horizontes e conexões. A série Humans of SIM traz histórias de pessoas que comparecem e aproveitam o melhor da SIM. Este episódio é sobre Hernan Halak, diretor da Mundo Giras, co-diretor do Festival Mucho! e vice-presidente da MMF Latam.

Apesar da proximidade geográfica, o intercâmbio cultural entre o Brasil e outros países da América Latina não é tarefa fácil. Hernan Halak, diretor da Mundo Giras, co-diretor do Festival Mucho! e vice-presidente da MMF Latam, sabe bem disso. Argentino radicado no Brasil, ele começou sua carreira no mercado musical no mesmo ano que aterrissou em terras tupiniquins, em 2008: “Trabalhei desenvolvendo carreira de artistas latino-americanos no Brasil e levando alguns projetos daqui para Argentina e Uruguai, realizando turnês. A primeira turnê importante foi a de Marcelo D2 nesses dois países, que foi realmente um sucesso”.

O casting de sua produtora, Mundo Giras, soma 16 artistas latino americanos como Ana Tijoux (Chile), No Te Va Gustar (Uruguai), Scalandrum e Sofia Viola (Argentina). “Também trabalhamos projetos de circo, teatro e dança nacionais e internacionais, assim também como a exposição da argentina MAFALDA no Brasil”, ele conta.

Velho conhecido da SIM, Hernan participa da convenção desde 2013 e conta como ela foi definitiva em sua carreira: “Conheci grandes pessoas de quem continuo amigo até hoje, tanto do Brasil como de fora, já que este tipo de evento tem uma mistura muito grande de países. Conheci o Felipe França e até hoje compartilhamos o Festival MUCHO!; o Bruno Lancellotti com quem desenvolvemos a carreira do Kevin Johansen em São Paulo; a Maria Carrascal, da Argentina, manager da Sofia Viola e a própria Fabiana Batistela, com quem tenho projetos em desenvolvimento”.

O produtor também destaca a programação noturna, que se estende por dezenas de casas de show pela cidade, e o poder do evento de catalisar encontros. “Hoje o fluxo de informações é enorme e a forma de conhecer pessoas acaba sendo muito rápida, mas acho que os mercados funcionam como ancoragem de relacionamentos, conhecer e trocar uma ideia com essa pessoa que você trabalha a distância”, explica. 

Sobre o cenário atual de crise no mercado de música causado pelo Coronavírus, o vice-diretor do MMF Latam acredita que é hora de se atualizar: “Acho que o mercado está perdendo muito terreno econômico mas está ganhando mais espaços e formas de trabalhar e produzir shows. As lives chegaram para ficar e representam mais uma forma de fazer negócios, o que dá aos produtores mais opções viáveis para trabalhar. Abrir mais o leque e ter mais opções ajuda a enriquecer a cena nacional”.

De acordo com Hernan, o momento também pede que o setor se reposicione de acordo com a importância que tem em momentos de crise. “É o momento de expor mais a cultura e seu backstage, que as pessoas conheçam quem faz acontecer o que está por trás de um artista. Se uma coisa ficou clara hoje, é o papel que tem a cultura numa quarentena. Imagina as pessoas sem música, filmes, séries, TV… ninguém aguentaria”, finaliza.

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