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Fabox: “Vejo oportunidades para todos os lados”





Por Rafaela Piccin

O oitavo capítulo da série #BehindTheSIM, que conta a história dos profissionais envolvidos na Semana Internacional de Música de São Paulo, entrevista Fábio Britto de Almeida, vulgo Fabox, produtor técnico e stage manager dos showcases diurnos da SIM.

 

Realizados na Sala Adoniran Barbosa, do Centro Cultural São Paulo, os showcases diurnos da SIM são uma disputada vitrine para artistas de todo o Brasil e do mundo. Em 20 minutos, eles têm a chance de apresentar seu trabalho para programadores de festivais, casas de shows, donos de selo e diversos outros agentes do mercado da música, além do público - que pode assistir gratuitamente às apresentações. Para que todos tenham experiências inesquecíveis, é fundamental que o som esteja impecável. O responsável por esta nobre tarefa é Fábio Britto de Almeida, conhecido como Fabox, produtor técnico e stage manager.

“Sou muito grato pela confiança que a Fabiana Batistela e minha parceira nas gigs Manoela Wright colocam no meu trabalho. Junto com nossa equipe técnica super unida e comprometida conseguimos entregar uma parte dessa feira que, pra mim, é tão importante para a cena musical”, diz. “Unir bandas de diferente gêneros em um mesmo palco para um show de 20 minutos é um desafio. Passo o ano me preparando para atender essa demanda com muita felicidade e, no final, é sempre muito gratificante o resultado”.

Cuidando da direção técnica da SIM desde o ínicio do evento, Fabox observa o papel da SIM na carreira dos profissionais envolvidos: “Conheci bandas que passaram pelo showcases na primeira edição e se mantêm na estrada levando a música pelo Brasil e por onde mais abrirem as portas. Vejo oportunidades para todos os lados: seja para a equipe técnica, que está ali fazendo com que tudo aconteça em tempo recorde, ou para os artistas que estão utilizando a vitrine para expor sua arte para produtores, programadores e formadores de opinião de vários lugares do mundo. É oportunidade de networking para todos!”.

Apaixonado por música desde a adolescência, quando começou a estudar bateria, guitarra e baixo, ele conta que o interesse pela técnica de som veio da necessidade como músico: depois de muito sofrer nos palcos sem saber o que falar para os técnicos/roadies, começou a gostar do backstage e a trabalhar para bandas de amigos. “Comecei a me profissionalizar até que um belo dia fui convidado para fazer uma tour pelo país como roadie/técnico de monitor e stage manager. De lá pra cá nunca mais quis outra vida, me apaixonei pela estrada e o backstage, larguei o baixo e comprei um case cheio de ferramentas e adaptadores de áudio. Me dediquei bastante para chegar onde estou hoje - e nisso já se foram 20 anos de estrada!”.

Sobre histórias de turnês, ele conta: “Lembro de um momento em particular onde me emocionei muito. Fiz uma turnê com o Biohazard pelo Brasil dentro do Matanza Fest. No primeiro show no Circo Voador, quando começou a apresentação e vi que eles estavam tocando músicas que fizeram parte da minha história quando nem sonhava em ser técnico, fiquei emocionado, cantei como se estivesse na plateia!” E completa: “Para mim, que sempre sonhou em estar no palco tocando como artista, ver os artistas que sempre admirei e fui fã me reconhecerem como profissional, que está ali fazendo o show acontecer, é realmente um prazer que me deixa apaixonado a cada show”.

 

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