MINISTÉRIO DA CIDADANIA E MASTERCARD APRESENTAM

News

Heloisa Aidar: “A arte precisa se juntar para sermos mais fortes”





Por Izabela Delfiol

 

A SIM São Paulo catalisa encontros: profissionais de diversas áreas do mercado frequentam a feira e expandem seus horizontes e conexões. A série Humans of SIM traz histórias de pessoas que comparecem e aproveitam o melhor da SIM. Este episódio é sobre Heloisa Aidar, diretora executiva da Altafonte Music Publishing Brasil.

Se existisse uma espécie de passaporte que documentasse as passagens de um profissional por vários segmentos de um mesmo mercado, o de Heloisa Aidar estaria cheio de carimbos. A atual diretora executiva da Altafonte Music Publishing Brasil já foi empresária de artistas como Tulipa Ruiz e Mariana Aydar, trabalhou com curadoria, produção e ocupou o cargo de coordenação geral de programação na Secretaria de Cultura da cidade de São Paulo até o começo de 2020. Sua carreira, entretanto, começou de maneira ingênua com o que ela mesma define como um escambo: “Eu queria fazer dança da Guiné Conacri [região africana], que era uma aula que eu fazia quando estudava na UNICAMP. Quando cheguei em São Paulo, queria muito fazer mas não tinha dinheiro pra pagar. Então, procurei uma professora de dança maravilhosa chamada Fanta Konatê e perguntei se tinha algo que a gente poderia fazer em troca das aulas e ela me falou que tava precisando de uma produtora”. 

Heloisa frequenta a SIM desde a primeira edição, quando compareceu como empresária da cantora Tulipa Ruiz, e acredita que a convenção é “um ponto de encontro da classe na qual eu trabalho mas onde também conheci muitos agentes internacionais” Ela continua, revelando alguns dos contatos que fez ao longo das edições: “conheci o Gabriel Turielli, que foi o responsável por uma turnê que a gente fez no México super legal, com show em Guadalajara na FIMPRO [com a Tulipa]. Lá também conheci várias pessoas com quem trabalhamos depois, uma delas é o Olivier Del Sale, que tinha um festival maravilhoso em Paris e nós fomos com um grupo de brasileiros e participamos da última edição desse festival; foi uma das experiências mais interessantes que tive na Europa. Lá eu também me aproximei da BMA, que foi grande parceira em outras turnês que fizemos na Europa.”

Como alguém que já exerceu diferentes funções dentro do mercado de música, ela acredita que feiras de música como a SIM São Paulo são do interesse de todos dentro do setor. “As feiras são muito importantes pra gente se refrescar com novas ideias, não só para fazer novos negócios. Eu frequento não buscando novos negócios mas para entender o que o mercado está apresentando e a SIM é muito interessante por isso. Como tem os shows que acontecem durante o dia, você consegue entender as cenas que estão surgindo. Muitas coisas acontecem na SIM São Paulo e eu descubro muito do que tá acontecendo por lá,” conta. 

Diante da crise inédita que estamos vivendo, Heloisa acha muito cedo para fazer análises ou previsões e enxerga no momento uma janela para rever como o mercado se posiciona: “A gente ainda não tem base pra entender o que vai ser do mercado no futuro, mas tenho refletido muito sobre essa crise em um contexto mais geral. E vejo o que eu já via acontecer em maior escala agora, que é a gente sempre lutando pelo nosso: se sou da música, luto pelo setor da música; se eu sou da música independente, luto pelo setor independente; se eu sou do rap, luto pelo rap, em vez de entendermos que a arte, como um todo, precisa se juntar para sermos mais fortes. Então, talvez seja uma oportunidade para repensar como vemos o mercado e essa segmentação que a gente faz, não sei se ela continua cabendo. Essa crise veio pra gente redimensionar tudo na nossa vida, inclusive o mercado”.

  • contato
PRODUÇÃO / PRODUCTION
INFO@SIMSAOPAULO.COM
ASSESSORIA DE IMPRENSA/PR
PRESS@SIMSAOPAULO.COM