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Guilherme Thiesen: “A arte tem valor inestimável como propulsora de cura”





Por Izabela Delfiol

 

A SIM São Paulo catalisa encontros: profissionais de diversas áreas do mercado frequentam a feira e expandem seus horizontes e conexões. A série Humans of SIM traz histórias de pessoas que comparecem e aproveitam o melhor da SIM. Este episódio é sobre Guilherme Thiesen, curador e produtor do Agulha.

Guilherme Thiesen hoje é curador e produtor do Agulha, uma das casas de show mais importantes de Porto Alegre (RS), mas sua trajetória começa aos 13 anos, envolvido com a cena independente da cidade e o faça-você-mesmo:“Por volta de 1999, eu me identifiquei com a cena punk/hardcore de Porto Alegre e comecei a produzir alguns pequenos shows itinerantes, primeiro na rua, onde montava toda a estrutura com a ajuda de amigos nas calçadas da cidade (pegando a luz de vizinhos e convidando ambulantes para vender bebida) e depois nas principais casas de música da cidade, como o 'falecido' Garagem Hermética e Ocidente (que ainda segue sendo umas das maiores referências, completando 40 anos em 2020)”.
 
Além de se envolver com os bastidores do universo musical, Guilherme é baterista e tocou em diversas bandas, o que o levou à várias partes do Brasil e da Europa. E apesar de seu amor pelas artes ultrapassar sua relação com a música (durante os anos que morou em Berlim, o produtor também foi curador em uma galeria), é nela que ele se encontra: “Em 2014, de volta ao Brasil, comecei a estudar psicologia e junto disso a exercer o papel de curador e produtor na área musical, sendo a minha maior paixão a conexão e proximidade com os artistas, criando e ressignificando dinâmicas de experiência nas relações do cenário independente.”
 
Seu primeiro contato com a SIM São Paulo difere bastante, no melhor dos sentidos, da maioria das histórias que geralmente ouvimos. “Conheci em 2017, quando tive contato com a primeira edição da revista, com Liniker na capa, e toda a constelação de conteúdos daquelas páginas me fez ter muita vontade de ir até a edição do próximo ano. Desde 2018, a SIM, para mim, é este espaço de trocas, conexões e expansões comerciais, afetivas e de muita inspiração”, lembra. 
 
Para ele, a SIM é um “território afetivo”, onde se constroem relações que frequentemente resultam em bons negócios. Mas mais que shows e turnês fechados graças à convenção, Guilherme compartilha o papel que o evento tem nas articulações do mercado: “Uma das coisas mais especiais foi começar a conexão com as casas independentes do Brasil, que, a partir da SIM e de outras feiras, este ano vai ganhar uma associação, nascendo em um período tão sensível para toda a indústria musical/criativa”.
 
Durante o surto de coronavírus, ele tem sido mais psicólogo do que produtor, atuando em redes de acolhimento durante esse momento tão crítico. Uma das palavras mais repetidas durante esse período, “transformação” também é citada por Guilherme como uma das chaves para que o mercado da música sobreviva à essa crise: “De forma mais ampla, acredito que essa transformação que o vírus traz é promover uma reflexão/análise sobre as bases dos nossos projetos e principalmente a maneira como nos relacionamos, remuneramos, organizamos, divulgamos e, acima de tudo, enxergamos este mercado tão complexo. Em termos práticos, acredito que a pandemia vai trazer maior proximidade, um cuidado maior com as ativações, espetáculos, maneira de fazer e distribuir música.”
 
O produtor gaúcho também cita uma "volta às raízes" e aos pequenos palcos, já que grandes aglomerações serão evitadas por um período indeterminado: "Teremos de retornar ao shows para 100-300 pessoas, dependendo da metragem dos espaços e também com as devidas soluções sanitárias tomadas, fazendo com que até mesmo artistas com maiores projeções busquem esses nichos para poder estar em contato com o público". 
 
Otimista, Guilherme nota como a relação das pessoas com o que é local já está mudando à medida em que deixa de ser possível percorrer grandes distâncias para ver uma apresentação: “Estamos conhecendo os artistas que estão próximos de nós, as partes essenciais para tudo aconteça, como os responsáveis técnicos. E acima de tudo estamos, assim espero, despertando a consciência para o valor inestimável da arte como propulsora de cura, inspiração e como uma das maiores companhias frente a uma grande pandemia”.

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